sábado, 23 de fevereiro de 2008

Mulheres - what can we do?

O jornalismo português encontra-se num estado deplorável. Diria que está ainda pior do que um centro comercial ao domingo, se trocarmos o cheiro a suor e os fatos-treino de lycra pelo fétido odor a sémen e a poliéster.

A culpa é, como não podia deixar de ser, dos indivíduos do sexo feminino a que alguns jagunços teimam em chamar de mulheres. Meus amigos, elas podem ter seios firmes, nádegas voluptuosas, uma elasticidade fabulosa, podem até passar maravilhosamente a ferro, mas estão aqui com o singular objectivo de nos destruir. O que se passa é extremamente constrangedor, e o seu poder está a alastrar-se por caminhos muito perigosos. Não se admirem se um dia apanharem uma a dirigir-se às urnas para votar.

Eu não vi, mas fontes próximas contaram-me que o objectivo delas passa, inevitavelmente, pelo domínio do mundo, qual super vilão com a menstruação. Ora, toda a gente sabe que o mundo é governado pelas gentes do sector da indústria piscatória. O que ninguém sabe é que a Imprensa também é um meio muito forte para manipular as populações.

Frequento um curso de comunicação cuja principal saída profissional é o jornalismo. Gostaria de deixar aqui uma percentagem exorbitantemente chocante do número de mulheres que o frequentam, mas isso daria bastante trabalho. Assim, opto por, em jeito de estimativa, afirmar que o rácio vagina/inteligência é de 10 para 1. Isto, parecendo que não, é mau.

Mas há sempre alguém que teima em demonstrar o seu profundo desconhecimento, atirando a piada do costume: "Tantas mulheres. Ena, que sorte!". Que sorte? Que sorte? Vocês não sabem o que é conviver diária e ininterruptamente com um grupo extenso de ga...er, desculpem, desculpem. De mulheres. Depois, há sempre os espertalhões tesudos. E cito: "Deve ser só gaijas boas, obelá", seguido-se um ronco que ecoa pela divisão em que nos encontrarmos. Pois bem, eu estou em condições de afirmar que até a equipa de rugby das Ilhas Samoa possui mais sensualidade e beleza do que as mulheres do meu curso.

Um pouco por todo o mundo as mulheres vão-se apoderando dos media. Mas em Portugal, no terceiro mundo, não queremos cá poucas vergonhas dessas. Não é por acaso que os telejornais dedicam apenas 5 minutos a temas realmente relevantes, como o futebol e a meteorologia e depois reservem 30 minutos para falar sobre a Maddie, 20 minutos sobre o Rui Pedro e guardem outra meia hora para falar de trivialidades sentimentalistas: a senhora idosa que não tem boleia para renovar o passe, o deficiente motor que aprendeu a apertar os atacadores aos 27 anos, o ex-presidiário que violou um veado bebé ou a criança de 4 anos que assassinou a irmã com uma faca de barrar manteiga, são, por norma, os casos mais abordados.

Aos homens de todo o país: previnam-se. Nos chineses há umas mordaças muito engraçadas em promoção, que mal se dá por ela a babar-se.

Às mulheres que aguentaram ler este aleivoso rol de palermices, os meus parabéns. Já podem ir lavar a loiça.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Finding Madeleine

Onde estará a Maddie?

a) a competir no Paris-Dakar
b) a treinar para o Dança Comigo
c) a jogar às escondidas com o Rui Pedro
d) dentro da barriga do José Carlos Malato
e) a ver a gala do 15º aniversário da TVI

Primeira sondagem com a chancela d'O Urinol.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Boas e más notícias

A boa é que os D'zrt acabaram.
A má é que os todos os seus elementos vão iniciar carreiras a solo.

domingo, 6 de janeiro de 2008

«A magia negra é como o câncaro: começa-se a desviar»

Monty Python? Gato Fedorento? Jay Leno? Jon Stewart? Coitadinhos...

Algures entre Gondomar e Valongo, com 45 anos de idade e uma região mamária altamente desenvolvida, desponta um novo senhor da comédia: Luís Ernesto Ferreira Alves. Mestre Alves, como é conhecido na gíria da adivinhação, é detentor, entre outras façanhas, de um portentoso e moderno sítio na web. Em www.mestrealves.com, Mestre resume, num singelo parágrafo, como tudo começou:

«Depois de um acidente que o levou a ficar em como aos 12 anos, tudo na sua vida mudaria; esses dias passados entre dois mundos - o dos mortos e o dos vivos - e a sua lembrança insistente de si próprio junto a um rebanho de ovelhas, rodeado por um luz branca ao fundo de um corredor fizeram nascer outra pessoa.»

Fascinante. Antes de mais, um aplauso de pé para o Mestre, que conseguiu a proeza de entrar «em como» ainda antes de entrar na puberdade. Não é para qualquer um, em tão tenra idade, ver assomar os seus dotes pastoris, ao mesmo tempo que dá vida a um novo conceito de percepção sensório-espacial. Ainda hoje estou para perceber como é que é possível alguém ver-se rodeado por uma luz que ainda se encontra no fundo do corredor. Mas isso sou eu, que sofro uma psicose aguda.

Para terminar, sugiro-vos que vejam como o Mestre, no alto da sua sabedoria, explica porque é que pode parecer que algumas suas previsões para 2007 falharam. O anoum, a luta de bruxos, o broquear de forças, as riscas, o Celso, o câncaro. Para além de todos estes poderes, este indivíduo de características peculiares criou o seu próprio dialecto. Imperdível, senhores. Imperdível.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Curtas #2

A notícia ecoou um pouco por todo o mundo: Wally, o famoso personagem da camisola às riscas, está no fundo do desemprego. Depois de já o ter batido no casting para a nova temporada da série Lost, a pequena Maddie Mccann voltou a fazer das suas.

Insert Coin

Os videojogos são um dos maiores flagelos da humanidade. Como é que esperam que os mais novos estudem, seduzidos por fabulosas oportunidades como dominar o mundo, pilotar um fórmula 1 ou mesmo treinar o Rio Ave? É complicado.

A pequenada está desenfreada, e o caso não é para menos. É que entre estudar matemática e salvar o mundo vai uma grande distância. Primeiro, porque salvar o mundo é muito mais fácil e recompensador. E, convenhamos, aplicar o Teorema de Pitágoras com umas cuecas de lycra não tem o mesmo efeito.

Pois bem, meus caros, eu descobri a panaceia para este problema. Deixem-me só passar o último nível do
Snake 2 e eu já vos conto.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Espírito de Natal

Um padre de 38 anos, oriundo de Alijó, foi notícia por ter sido, alegadamente, sequestrado, espancado, amarrado e abandonado, sem roupa, na noite da consoada. O mundo está de pernas para o ar. Que o sequestrem, o espanquem e o amarrem, tudo bem. Um gajo tem necessidades. Mas abandoná-lo sem roupa? Com este frio? Onde é que está o vosso espírito natalício?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Onde está a Maddie?

Depois de tantos volte-faces, o caso da menina inglesa já me vem irritando de sobremaneira. Enquanto a populaça se regozija com os detalhes sórdidos os paizinhos enchem os bolsos à custa da Madalena. Fitar o rosto da pobre menina tentando assimilar todo e qualquer pormenor, para de seguida ir para a janela tentar identificá-la no meio dos transeuntes tornou-se passatempo nacional. Os telefones da PJ estão constantemente ocupados, o que é uma sem-vergonhice. Os próprios agentes vêem-se privados de ligar para o Toca a Ganhar. Eu bem disse ao meu primo Anselmo para optar pela GNR, mas ele é teimoso!

Diz ele, em conversa no méssiéne messaiger:

AnSeLmO - o agente Salvador nem sempre usa a sua chibata para fazer o bem, diz:
- Já viste isto? Pouca vergonha!

pontaria-afinada.blogspot.com, diz:

- É verdade, primo Anselmo. Qualquer dia ainda vos impedem de ver o Lingo e a Tertúlia Cor de Rosa. Onde é que este mundo vai parar?... Não podem fazer nada?

AnSeLmO - o agente Salvador nem sempre usa a sua chibata para fazer o bem, diz:

- Sabes muito bem que seu eu pudesse já os tinha autuado a todos com uma coima que eles não esqueciam tão cedo!

E é isto. É por isso que este país está como está. Eu sei que a mulher dele vai ficar chateada quando ler isto, mas há um primo Anselmo em cada um de nós! Eu cá também tenho a minha teoria: foi o Scolari que matou a Maddie. E fê-lo com um uppercut de esquerda fantástico, de execução sublime, que deixaria qualquer português deliciado. Valeu!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Curtas #1

Cheguei à conclusão de que os Moçambicanos são excelentes agentes imobiliários. Pelo menos, duas amigas minhas estiveram lá este Verão e voltaram com um andar novo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A dor de pensar

Chamem-me o que vos apetecer, mas sempre tive o fetiche supimpa de um dia ver o Fernando Pessoa na Construção Civíl. Tudo bem que o homem foi um vulto da cultura lusitana, mas não restam dúvidas de que tinha sérios problemas mentais. E já nem me refiro aos heterónimos, à múltipla personalidade ou aos seus péssimos hábitos alcoólicos. Refiro-me, mais propriamente, àquele bigode. O que é isso, Fernando? E esse chapéu? Acorda para a vida, estamos no século XX! Não admira que a única gaja que alguma vez facturaste na vida se chame Ofélia. E aposto que calça o 43.

Bom. Mas como seria se o Fernando trabalhasse nessa nobre arte que é a construção cívil? Parece-me que seria uma enorme perda, não só a nível da literatura nacional, como também ao nível da parada nupcial à lá trolha. As expressões rebuscadas e os habituais bordões linguísticos seriam substituídos por frases muito pouco excitantes como: 'se fosses um livro, eras um best-seller' ou 'comia-te até ao último capítulo!'. Que seria feito do bom velho 'ó boneca, é p'rá cueca?' ou do tão ou mais distinto 'contigo, filha, era até achar petróleo!'?

Pessoa seria o trolha exemplar. O aroma a álcool pela manhã era brincadeira para ele. Por detrás daquele fato com lacinho que a mãe lhe passou a ferro não está um homem escanzelado, mas um poço de força. 60 quilos de pura força. Seria perfeito: um poeta com odor corporal e uns bíceps de fazer inveja à Vanessa Fernandes.

Aquele sonho recorrente, quase real, em que imagino o Fernando, espadaúdo, envergando a farda da Somague, vociferando, de enxada em punho. O companheirismo. A ebriedade. A disputa do mesmo garrafão, por um sem-número de heterónimos:

- Ai, Álvaro, isso aleija!
- Será que aleija, Alberto, ou estás apenas a fingir a própria dor? Vou dizer ao Fernando!


Será que sou o único a tê-lo? Serei o único a olhar o céu, e a indagar sobre uma hipotética bem sucedida incursão de Fernando Pessoa na construção civíl? Não sei. O que me parece é que, por hoje, já disse palermices suficientes.

Infelizmente, tudo isto não passa de uma utopia. Ou já alguma vez viram um gajo míope vingar num mundo em que "o êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito"?

sábado, 7 de julho de 2007

O Começo

Eu sei que está tudo farto de blogs. Mas eu sou um gajo que não se preocupa minimamente com as mazelas dos outros. Sou rude, arrogante e burgesso. Especialmente depois de almoço. Sou, como um português que se preze, um amante incondicional de frango assado. Daí que tenha decidido inaugurar um novo espaço na blogosfera, deixando desde já aqui vincada a promessa de falar sobre frango uma vez ou outra.

A designação do blog não é para ser levada a mal, já que também gostava de ser visitado por sportiguistas. É um blog para todos os que não se sintam atentados por recursos estilísticos - note que, em apenas dois parágrafos, já é a quarta vez que redijo a palavra blog.

Não se deixem, por isso, levar pelo urinol. Este espaço é muito plural, é para quem quiser. Para quem mija de pé e para quem mija sentado. Para os que têm boa ou má pontaria. P'ró o menino e p'rá menina! Para homens, mulheres e até para o Carlos Castro. Para os inteligentes, para os subnutridos e para os retardados. Só não quero aqui gente com doenças.